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terça-feira, 21 de março de 2017

Fugacidade da Vida

No momento da despedida
Queremos que se lembrem de nós
Por o que somos.
Não o que já fomos,
Ou o que haveremos de ser.
Mas recordando o passado,
Ficando frente a frente ao espelho,
Nós vemos o que somos,
E vemos que não passa de um traço do que já fomos.
Como uma quimera,
Desde que nascemos fomos mudando,
Nos modificando através dos nossos sentimentos,
Dos nossos erros,
Dos nossos planos futuros,
Das nossas conquistas,
Das nossas perdas...
Não podemos mudar o passado,
Mas podemos criar o nosso novo futuro
Olhando para trás,
Fazendo novas escolhas.
Esquecer o que nos faz rancor
E aprender a perdoar
Fará com que cresçamos
E evoluamos.
Olhamos para nós e não vemos o que os outros vêem,
Eles vêem um homem ou uma mulher adulto/a
A lutar pelo seu futuro.
Nós vemos a criança que já fomos,
Ela encontra-se no espelho,
Dando-nos o que chamamos de "apoio moral",
Não nos deixando esquecer
Que o passado é que nos faz crescer,
Aprender,
Ser quem hoje somos
E ver que, no final do dia,
Tudo o que passamos,
Bom ou mau,
Realmente valeu a pena.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Confissão

Escrevo entre linhas,
Com uma lapiseira na mão,
Os meus desejos que escapuliram,
Uma vida não vivida,
E um sonho por contar.
Entre provérbios e erro,
Bem conhecidos e sempre cometidos,
Deixo para trás o passado
Guardando num cofre,
Memórias trancadas à chave.
Vivendo o presente,
Aprendo com os grandes sábios.
Nunca pensando no futuro,
Evitando, assim, que o ego,
O orgulho,
A ansiedade, 
E a ganância
Possam vir a estragar tudo,
Fazendo-me esquecer
Que vivo no presente,
Não no passado.
E que cada dia,
A cada hora, minuto e segundo,
A vida muda.

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Fuga

O Tic Tac do relógio
Ecoa ferozmente na minha cabeça,
Bombardeando o sangue nas minhas veias,
Congelando-me,
Paralizando-me,
Olhando para ti.
Desejo ferozmente o teu toque,
O teu beijo,
O teu olhar.
De forma egoísta o meu orgulho retém-me,
Move-me,
Toma conta de mim.
Incapaz de pensar,
Incontrolavelmente insatisfeita,
Aguardo que a minha simples atitude
Tímida,
Desistente,
Me envolva e leve-me
Para longe de ti.

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Cântico Negro

""Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!"

                                                                                                    José Régio (o meu poeta predileto)

domingo, 26 de junho de 2016

POR QUE É QUE AS MULHERES DEMORAM TANTO TEMPO QUANDO VÃO À CASA DE BANHO?


O grande segredo de todas as mulheres a respeito da casa de banho é que, quando eras pequenina, a tua mamã levava-te à casa de banho, ensinava-te a limpar o tampo da sanita com papel higiénico e depois punha tiras de papel cuidadosamente no perímetro da sanita.

Finalmente instruía-te: "nunca, nunca te sentes numa casa de banho pública!" E depois ensinava-te a "posição", que consiste em balançar-te sobre a sanita numa posição de sentar-se sem que o teu corpo tenha contacto com o tampo.

"A Posição" é uma das primeiras lições de vida de uma menina, importante e necessária, que nos acompanha para o resto da vida. Mas ainda hoje, nos nossos anos de maioridade, "a posição" é dolorosamente difícil de manter, sobretudo quando a tua bexiga está quase a rebentar.

Quando *TENS* de ir a uma casa de banho pública, encontras uma fila enorme de mulheres que até parece que o Brad Pitt está lá dentro. Por isso, resignas-te a esperar, sorrindo amavelmente para as outras mulheres que também cruzam as pernas e os braços, discretamente, na posição oficial de "estou aqui, estou-me a mijar!".

Finalmente é a tua vez! E chega a típica "mãe com a menina que não aguenta mais" (a minha filhota já não aguenta mais, desculpe, vou passar à frente, que pena!). Então verificas por baixo de cada cubículo para ver se não há pernas. Estão todos ocupados.
Finalmente, abre-se um e lanças-te lá para dentro, quase derrubando a pessoa que ainda está a sair.

Entras e vês que a fechadura está estragada (está sempre!); não importa... Penduras a mala no gancho que há na porta... QUAAAAAL? Nunca há gancho!! Inspecionas a zona, o chão está cheio de líquidos indefinidos e fétidos, e não te atreves a pousá-la lá, por isso penduras a mala no pescoço enquanto vês como balança debaixo de ti, sem contar que a alça te desarticula o pescoço, porque a mala está cheia de coisinhas que foste metendo lá para dentro, durante 5 meses seguidos, e a maioria das quais não usas, mas que tens no caso de...

Mas, voltando à porta... como não tinha fechadura, a única opção é segurá-la com uma mão, enquanto com a outra baixas as calças num instante e pões-te "na posição"...
AAAAHHHHHH. Finalmente, que alívio... Mas é aí que as tuas coxas começam a tremer... Porque nisto tudo já estás suspensa no ar há dois minutos, com as pernas flexionadas, as cuecas a cortarem-te a circulação das coxas, um braço estendido a fazer força na porta e uma mala de 5 quilos a cortar-te o pescoço!

Gostarias de te sentar, mas não tiveste tempo para limpar a sanita nem a tapaste com papel; interiormente achas que não iria acontecer nada, mas a voz da tua mãe faz eco na tua cabeça *"nunca te sentes numa sanita pública"*, e então ficas na "posição de aguiazinha", com as pernas a tremer... E por uma falha no cálculo de distâncias, um finesíssimo fio do jato salpica-te e molha-te até às meias!
Com sorte não molhas os sapatos... É que adotar "a posição" requer uma grande concentração e perícia.

Para distanciar a tua mente dessa desgraça, procuras o rolo de papel higiénico, maaaaaaaaaaas não hááááá!!! O suporte está vazio!

Então rezas aos céus para que, entre os 5 quilos de bugigangas que tens na mala, pendurada ao pescoço, haja um miserável lenço de papel... Mas para procurar na tua mala tens de soltar a porta. 

Duvidas um momento, mas não tens outro remédio. E quando soltas a porta, alguém a empurra, dá-te uma traulitada na cabeça que te deixa meio desorientada mas rapidamente tens de travá-la com um movimento rápido e brusco enquanto gritas: OCUPAAAAAADOOOOOOOO O!

E assim toda a gente que está à espera ouve a tua mensagem e já podes soltar a porta sem medo, ninguém vai tentar abri-la de novo (nisso as mulheres têm muito respeito umas pelas outras).

Encontras o lenço de papel! Está todo enrugado, tipo um rolinho, mas não importa, fazes tudo para esticá-lo; finalmente consegues e limpas-te. Mas o lenço está tão velho e usado que já não absorve e molhas a mão toda; ou seja, valeu-te de muito o esforço de desenrugar o maldito lenço só com uma mão.

Ouves algures a voz de outra velha nas mesmas circunstâncias que tu "alguém tem um pedacinho de papel a mais?" Parva! Idiota!

Sem contar com o galo da marrada da porta, o linchamento da alça da mala, o suor que te corre pela testa, a mão a escorrer, a lembrança da tua mãe que estaria envergonhadíssima se te visse assim... Porque ela nunca tocou numa sanita pública, porque, francamente, tu não sabes que doenças podes apanhar ali, que até podes ficar grávida (lembram-se?). Estás exausta! Quando paras já não sentes as pernas, arranjas-te rapidíssimo e puxas o autoclismo a fazer malabarismos com um pé, muito importante!

Depois lá vais pró lavatório. Está tudo cheio de água (ou xixi? lembras-te do lenço de papel...), então não podes soltar a mala nem durante um segundo, pendura-la no teu ombro; não sabes como é que funciona a torneira com os sensores automáticos, então tocas até te sair um justozito de água fresca, e consegues sabão, lavas-te numa posição do corcunda de Notre Dame para a mala não resvalar e ficar debaixo da água.

Nem sequer usas o secador, é uma porcaria inútil, pelo que no fim secas as mãos nas tuas calças - porque não vais gastar um lenço de papel para isso - e sais...
Nesse momento vês o teu namorado, ou marido, que entrou e saiu da casa de banho dos homens e ainda teve tempo para ler um livro de Jorge Luís Borges enquanto te esperava.

"Mas por que é que demoraste tanto?" - Pergunta-te o idiota.
"Havia uma fila enorme" - limitas-te a dizer.

E é esta a razão pela qual as mulheres vão em grupo à casa de banho, por solidariedade: uma segura-te na mala e no casaco, a outra na porta e a outra passa-te o lenço de papel debaixo da porta, e assim é muito mais fácil e rápido, pois só tens de te concentrar em manter "a posição" e *a dignidade*.
*Obrigada a todas por me terem acompanhado alguma vez à casa de banho e servir de cabide ou de agarra-portas!

Nota: Desconheço o autor do texto, recebi por mail e achei espetacular!

sexta-feira, 4 de março de 2016

Máquina de Amor

Sussurra no meu ouvido,
Para o tempo, 
Torna-me tua.
Infeta-me como o teu amor
Cura-me com o teu veneno
Serei a tua vitima,
Voluntariamente, 
A tua cobaia.
Faz o que quiseres de mim.
Torna-me no pior monstro
Disfarça-me de anjo.
Transforma-me na tua máquina de amor.
Odeia-me, 
Destrói-me,
Ama-me,
Reconstrói-me.
Deixa-me ir embora, 
Sente saudades, 
Tristeza, 
Angústia.
Tenta recuperar-me. 
Sou tua!
Mas…
Não te esqueças,
Fizeste de mim uma máquina.
As máquinas não amam.
Pede-me tudo o que quiseres.
Lembra-te…
De mim…
Nunca receberás nada!

quarta-feira, 2 de março de 2016

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