sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Algo sobre mim

Palavrar drogas

Assim como Bernardo Soares gosta de palavrar, eu também gosto.

Em geral sou uma pessoa que passa horas a palavrar, e digo: “Quando começo, nunca mais me calo!”, como é possível parar de palavrar, quando há tanto que dizer?

Para mim as palavras são drogas, andam de mão em mão, nunca as deixamos em paz, nascem só para nos drogar e, depois criam pequenos textos, prosas ou poesias, que tomam conta de nós e fazem o que querem. Somos pequenas marionetas nas mãos delas, somos viciados naquela droga que nunca acaba, mas ela acaba sempre connosco.

Somos uns drogados, já estamos tão viciados que jamais ninguém, ou nada, nos conseguirá fazer com que deixemos esta droga, que dá assas à nossa imaginação e cria algo belo.

No fim, todos os drogados têm uma história para contar ou para ler, triste ou feliz, que outros viciados fizeram, com orgulho de ser quem são, com orgulho das suas pequenas drogas.

Em geral, sou uma pessoa que gosta de palavrar e, todos os dias fico a palavrar drogas.

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