“Tudo o que faço ou medito
Fica sempre na metade.”
Nesta vida, temos muito que fazer, muito que criar, muito que imaginar, muito em que pensar; em fim, temos sempre muito que fazer.
Muitas vezes, nesses tantos que temos que fazer, começamos a desejar, a sonhar, porque não queremos ter trabalho a fazer algo, apenas já o queremos feito. Começamos sempre com dificuldade, às vezes torna-se fácil, outras já não, mas aquele desejo de se ter, de se concretizar o tal fazer, empurra-nos para a frente e, às vezes, já quando estamos tão cansados, o desejo passa-nos à frente e a vontade de parar apunhala-nos as costas.
Meditar, pensar, é o que nos resta já a meio caminho.
Parar? Para quem quer. Descansar? Só depois da morte. Vontade? Todos a têm, vontade de começar, vontade de parar, vontade de meditar, de pensar no que devemos fazer, porque no mundo, à muito que viver, e o tempo é pouco, nós vamos fazendo sempre pouco de cada vez e deixamos o resto para os outros.
Ao longo da vida tudo corre tão rapidamente e nós com a pressa deixamos sempre tudo pela metade, mas a vontade e o desejo, esses nunca deixamos.
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